segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

PORCENTAGEM ABRASIVA cap 40


   Felipe me olhou com o desespero estampado no rosto e em um segundo já estava pegando Diego no colo.
    - Precisamos levar ele no médico agora! – Ele começou a caminhar com dificuldade até a porta do quarto.
    - O que você está fazendo? – Indagou Diego ao acordar.
    - Estou te carregando pra te levar no médico! Você desmaiou Dih! – Respondeu Felipe.
    - Claro que não desmaiei, só estava descansando um pouco, me põe no chão agora! – Ordenou saindo dos braços de Felipe.
    - Eu acho que você deveria ir pro médico mesmo assim Diego, só por via das dúvidas! – Eu disse, colocando a mão no seu ombro.
    - Oi Brunno! – Disse Diego me abraçando forte. – O que você está fazendo aqui? Pensei que não quisesse mais falar comigo!
    Eu e Felipe nos entreolhamos, só podia ser brincadeira.
    - Muito engraçado Diego! Você realmente não sabe o que eu estou fazendo aqui?
    - Não... – Respondeu ele indignado. Ele voltou seu olhar para Felipe. – Lipe? Por que você está com essa cara? O que aconteceu? – Ele andou até a mesa do computador. – Essas flores são pra mim? – Ele sentiu o aroma das rosas brancas e deu um longo suspiro.
    - São sim Dih! – Respondeu Felipe abraçando Diego com força.
    - Felipe? – Sussurrei. - Felipe? Você ode vir comigo, por favor? –Pedi indo em direção a cozinha.

[...]

    - O que foi aquilo? – Sibilei, iniciando a conversa.
    - Não faço a menor ideia!
    - Ele apagou e esqueceu das coisas, você acha isso normal?
    - Não...
    - É melhor a gente no médico!
    - Não... Foi só um lapso de memória passageiro, minha mãe já teve um desses... Nós precisamos deixá-lo calmo, se tentarmos obrigá-lo a ir com a gente as coisas podem piorar!
    - Você acha que pode lidar com essa situação sozinho? Você é formado em medicina desde quando?
    - Não sou, mas minha mãe já passou por isso, o médico fez vários exames e não deu em nada, foi só estresse... – Sussurrou ele.
    - Eu não sei não Felipe, isso não parece ser uma boa idéia... Quem sabe quanta coisa ele esqueceu?
    - Vamos fazer o seguinte: Nós vamos lá e tentamos descobrir mais ou menos qual o tamanho desse ‘esquecimento’ dele... Se a gente achar que é grave a gente arrasta ele até o médico, certo?
    - Vamos ver... – Respondi, caminhando até o quarto. Era impressão minha ou Felipe tinha apreciado essa perda de memória do Diego?

[...]

    - Diego... – Eu peguei na mão dele e fiz ele sentar na cama. – Como você está se sentindo?
    - Bem... Por quê?
    - Por nada... – Eu fiz uma pausa. – Qual é a última coisa que você lembra?
    - Que pergunta mais idiota...
    - Responda Dih... – Pediu Felipe, que estava encostado na porta.
    - Gente, como vocês estão estranhos hoje! – Ele parou por um tempo e pensou. – Eu me lembro que o Felipe me ligou dizendo que estava vindo pra cá e eu acho que adormeci e quando acordei vocês dois estavam aqui. Por quê? Algum problema?
    - Não, não... Só pra saber! – Sorri para ele, não queria assustá-lo. – Felipe te dando flores heim? Parece que ele está mudando! – Desconversei sorrindo. – Vou deixar vocês dois por aqui. Preciso fazer uma ligação... – Levantei e fui na direção do Felipe que me olhou expressão de dúvida.
    - O que você vai fazer? – Sussurrou ele, quando eu estava bem perto.
    - Empresta aqui seu celular Felipe, porque eu esqueci o meu! – Falei em tom de voz normal. Peguei o celular do bolso dele. – Fique aí com ele!  - Sussurrei
    Fui até a sala e me sentei no sofá, precisava ver o registro de chamadas. A última ligação do Felipe era de pouco mais de 2 horas atrás. Apesar dos esforços do Felipe em tentar me fazer acreditar que isso é normal, alguma coisa parecia não estar certa...

2 comentários:

  1. o Felipe não toma jeito, tenta levar vantagem em tudo msmo.
    estou adorando sua assiduidade nas postagens. parabens
    bjoooooooooooooooooo

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  2. Ah, muito obrigado! ahshahsh ~
    E o Felipe é um caso perdido já! Tem jeito não! kkkkkkkkkkkkkk

    XO XO
    B.

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