domingo, 18 de dezembro de 2011

PORCENTAGEM ABRASIVA cap 25


    - Olha só... Ele ficou revoltadinho! – Diego começou a rir de mim.
    - Se você quer e eu quero não tem pra quê não fazer... – Voltei a beijar Diego com toda a intensidade que consegui.
    Eu não tenho uma vasta experiência em beijos, mas com Diego tudo era mais fácil. Era muito bom aprender alguma coisa com ele também. Ele sabia muito bem o que fazer e quando fazer e isso me deixava nas nuvens. Nem no melhor dos meus sonhos eu poderia cogitar a possibilidade de ter o Diego em minha cama. Eu já tinha desconsiderado todas as consequências desse ato completamente irresponsável. Apesar de saber que ele poderia me abandonar depois, eu precisava disso, mesmo que isso fosse tão tóxico e viciante como a pior de todas as drogas.
    Diego arrancou minha camisa antes que eu fizesse qualquer objeção. Isso era um pouco desconfortável para mim porque eu não tinha um corpo escultural como o Diego e ainda por cima tinha um pouco de espinhas nas costas. Ele nem reparou nisso e foi logo tirando a camisa também. Eu pude sentir o calor do corpo dele colado no meu e isso me deixava ainda mais extasiado.
    - Brunno... – Sussurrou ele entre um beijo e outro – vamos repetir a dose? – Indagou, fazendo alusão ao episódio do hospital.
    - Certo... – Respondi prontamente em um sibilo descendo até o zíper da sua calça.
    - Dessa vez vamos inverter a ordem! – Ele me puxou pra cima de novo, rolando comigo na cama e me deixando por baixo.  – Vou te ensina runs truques novos! – Ele disse, lançando um sorriso maroto que me atingiu em cheio.
    Diego abriu o zíper lentamente, puxou minha bermuda e jogou ela no chão. Ele voltou a aproximar seu rosto do meu, me deu um beijo na testa, depois um beijo na boca e foi descendo gradativamente os beijos. Quando ele chegou no  meu tórax eu já estava prestes a explodir. Ele voltou a sorrir, como se dissesse: “Hey! Eu estou no controle!”. De fato, eu estava a mercê de todos os caprichos de Diego. Estava entregue para qualquer vontade que lhe ocorresse a mente.
    Nesse momento eu pude ouvir o barulho da porta de casa abrindo. Eu gelei na mesma hora. Quem podia ser uma hora dessas? Dei um pulo da cama e tratei de trancar a porta do quarto. Liguei o meu som, uma música instrumental começou a tocar. A partir daí consegui respirar novamente, porém de forma ofegante.
    Voltei a encarar Diego, que começou a rir de mim, eu fiz cara feia para ele e fui até a porta e encostei o ouvido nela. Precisava saber quem era. Para minha felicidade, ou não, consegui ouvir minha irmã conversar com uma amiga dela e se trancar no quarto.
    - Pra quê isso tudo? – Reiniciou ele ainda com um ar de riso.
    - Você queria que alguém nos visse nesse estado? – Indaguei catando minhas roupas no chão.
    - Não... Eu entendi porque você fechou a porta, eu não entendi o porque da música...
    - É que eu estudo ouvindo música clássica, isso me ajuda a ficar concentrado.
    - Você estuda toda vez assim? Quero vir estudar com você mais vezes... – Disse ele fazendo uma piadinha.
    - Claro que eu... – Fiz uma pausa. – nem vou te responder seu besta!
    - Sei... Sei... E agora, o que a gente faz?

Nenhum comentário:

Postar um comentário