Procurei meu óculos que tinha deixado cair em algum dos beijos que Diego me roubou. Coloquei rapidamente e comecei a pensar em um meio de sairmos dali sem sermos vistos. Ouvi Diego rindo baixinho de mim outra vez.
- O que foi agora?
- Seus óculos... – Sussurrou ele se aproximando de mim. – Estão embaçados! – Ele tirou lentamente os meus óculos, me aplicando um beijo na testa e começou a limpá-lo em minha camisa. – Pronto, assim está melhor! – Finalizou ele colocando meus óculos novamente no meu rosto.
- Como é que a gente vai sair daqui?
- É simples Brunno, pare de complicar as coisas... Sua irmã deve estar contando alguma fofoca pra amiga dela ou mostrando alguma calçinha que comprou no Sex Shop... – Ele voltou a rir. – É só você se recompor e sair do quarto para ver se a barra está limpa e depois nós poderemos sair juntos e dar uma boa caminhada na praia.
- Como você consegue ser tão tranqüilo?
- Cresci junto com o Felipe, alguém precisa manter a cabeça no lugar!
- Certo, vou fazer isso... – Eu disse enquanto tentava me arrumar me olhando no espelho. Meu cabelo como sempre estava com raiva de mim, vivíamos numa guerra constante, então apenas coloquei um boné. – Diego, fica aqui atrás da porta, caso ela esteja por aqui não vai te ver!
Abri a porta vagarosamente tentando suprimir ao máximo o ruído chato que ela produzia. Fui até a porta do quarto da minha irmã e pude ouvir ela e a amiga conversando animadas e rindo bastante, parece que a fofoca está rendendo. É bom aproveitar essa deixa. Voltei pro quarto, busquei a minha chave e o Diego e saímos de fininho.
[...]
- Até que não foi tão difícil... – Comentei fechando a porta do carro.
- Está vendo? É só não complicar as coisas que podem ser simplificadas...
- E agora, nós vamos para onde?
- Que tal estudar na minha casa? – Indagou Diego, jogando um punhado generoso de malícia na palavra “estudar”.
- É... É... – Gaguejei.
- Vou considerar essa resposta como um sim!
Ele então ligou o carro e tratou de acelerar. Não demorou muito para nós estarmos entrando no subsolo de um dos mais sofisticados e caros edifícios do Stella Maris.
[...]
- Home sweet home! – Soltou Diego com uma risadinha abafada enquanto abria a porta.
O apartamento de Diego ocupava todo o último 8° andar do prédio e ainda tinha a posse total da cobertura. A decoração era simplesmente impecável que variava nos tons neutros na escala de tonalidades do cinza e com muitos elementos em preto e branco. Em cima da mesa de jantar tinha um belíssimo lustre de cristal que se refletia no espelho que ocupava toda a parede adjacente à mesa de jantar.
Senti um puxão forte e em instantes já estava nos braços de Diego. Ele mordia meus lábios suavemente e fincava seus dedos em meu cabelo.
- E então, gostou do meu apartamento? – Indagou ele me soltando de seus braços e logo eu senti um vazio imenso.
- É perfeito! – Comentei em um suspiro. – E olhe que eu só vi a sala.
- Que tal passarmos pro quarto?
- E os seus pais Dih? – Voltei a raciocinar normalmente, a presença de Diego me fazia perder o bom senso em medir as consequências de meus atos.
- Minha mãe só volta semana que vem da sua viagem pra Milão e meu pai deve estar no consultório, só chega bem tarde... Vamos pro quarto?
- Claro! – Eu praticamente pulei em Diego e fiquei na ponta dos meus pés para lhe roubar mais um beijo.
Em algum momento meu subconsciente veio me atormentar, queria me trazer de volta a realidade. O que você está pensando? Você bateu a cabeça? Ele só quer te usar! Dizia aquela maldita voz na minha cabeça. Eu respondi bruscamente: Dane-se!!! E logo estava me concentrando novamente no beijo de Diego. Ele tinha a boca mais bonita que eu já vi e roçava seus lábios macios no meu pescoço enquanto me conduzia até seu quarto.
Diego me jogou na sua king size, tirando a camisa quase que instantaneamente. A tatuagem de tribal no seu ombro esquerdo se entrelaçando com todas as linhas musculosas de seu braço. Ele tirou os tênis e a calça, se jogando na cama com sua cueca Box branca da Calvin Klein, já mostrando que estava pronto pro Fight. Ele começou a me beijar já colocando a mão no zíper da minha bermuda. Ele se ajoelhou na minha frente e puxou minha bermuda com força até que ela saiu.
- Pra quê essa violência toda? – Comentei zoando com ele.
- Eu gosto assim, na brutalidade!
Agora eu entendi porque ele e Felipe se dão tão bem.
Logo ele estava tirando minha camisa antes que eu fizesse qualquer objeção. Era nesse momento que eu me sentia mais vulnerável. Eu não me sentia confortável com meu corpo, mas Diego não estava nem aí para isso. Ele voltou a me beijar, mordendo meus lábios com mais força ainda. Desceu levemente me aplicando mordidas por todo o corpo até começar a tirar minha cueca com os dentes.
- MAS QUE PALHAÇADA É ESSA? – Uma voz trovejou da porta do quarto. Agora ferrou tudo...

adorei
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