Eu ainda não tinha analisado na minha mente de forma mais elaborada a reação que Diego teria a receber essa notícia. Até porque eu não pensei que isso fosse de fato verdade e que, mesmo que fosse isso viesse à tona tão subitamente. Eu resumi a minha reação num semblante de *‘WTF?’ olhando com indignação para Felipe.
(*WTF = ‘que porra é essa? ’em inglês)
Felipe, finalmente, conseguiu assimilar a besteira que tinha feito (é evidente que os neurônios de uma pessoa com inteligência limitada, como ele, tenham transmissões sinápticas mais lentas. Pelo menos essa era minha teoria não comprovada cientificamente). Felipe então colocou o buquê de rosas brancas em cima da mesa do computador e se apressou e foi abraçar Diego pedindo desculpas repetidamente. Este, não pôde nem corresponder o abraço de forma adequada e ficou estático enquanto Felipe, sem saber que atitude tomar, tentava apenas se desculpar repetida e nervosamente sem elaborar explicações mais complexas.
Quando Diego finalmente retornou do breve transe, que o susto proporcionara, ele recusou o abraço de Felipe afastando-o de si.
- Como você pôde fazer isso comigo? – Perguntou Diego vagarosamente, a raiva arranhando sua garganta e o som da sua voz saindo dificultosamente entre seus dentes rangidos.
- Dih... Foi um acidente e... – Ele interrompeu sua própria fala, pois Diego compôs um semblante de desaprovação e desprezo que não deixaram margem para mais explicações.
O que ocorria era que nenhuma conversa poderia mudar o fato de que, além de ter traído Diego com a Tânia, Felipe ainda levou sua irresponsabilidade impetuosa ao ponto de engravidar a Miss Silicone. A intensidade do olhar de Diego foi congelante, Felipe não conseguiu mais completar nenhuma frase com êxito. Felipe saiu do quarto pois já não sabia como se comportar dentro daquela situação.
- Diego! – Sussurrei. – Espere eu voltar, preciso trocar duas palavras com ele!
Eu não obtive resposta alguma, Diego voltou a chorar e se agarrou ao seu travesseiro. Talvez ele precisasse de tempo mesmo e eu tinha que falar com Felipe.
Por sorte eu vi o portão de acesso para a escada de serviço se fechando. Acho que Felipe não agüentou esperar o elevador, então corri para alcançá-lo.
- Felipe?! Pare aí! – Ordenei fazendo-o conter suas passadas rápidas pela escada.
- Você veio esfregar na minha cara não é? – Perguntou ele se virando para mim, ele estava tentando conter o choro.
- A idéia era essa, mas, ao contrário de você eu não gosto de chutar cachorro morto! Não vejo necessidade para isso!
- Sua presença aqui já significa que você veio dar o golpe final...
- Na verdade, eu vim fazer isso! – Eu disse, descendo mais alguns degraus e abraçando Felipe.
Felipe estava num nível mais baixo da escada, de forma que sua cabeça se apoiou em meu peito. O abraço desencadeou todas as lágrimas acorrentadas no seu âmago e elas se despejaram escorregadias e molhadas, por minha camisa.
- Por que... Você... Está... Fazendo isso? – Indagou Felipe entre soluços depois de minutos de desespero.
- Por que eu sou um masoquista idiota... Está além da sua capacidade mental! – Brinquei.
- O que eu vou fazer agora? – Ele me perguntou, ignorando minha brincadeira feita numa hora inadequada.
- Você vai agir como um homem de verdade! – Comecei, soltando o abraço. Segurei seus braços, obrigando que ele tivesse contato visual comigo. – E você vai aprender de uma vez que ser homem não é pegar mulher, ser homem é assumir seus erros, responsabilidades e arcar com as consequências de seus atos... – Fiz uma pausa breve. – Por hora, você vai comigo se desculpar com Diego e lá nós tomaremos as decisões cabíveis a situação!
[...]
Voltamos ao quarto de Diego. Eu praticamente tive que arrastar Felipe, que não parava de chorar como um bebê, de volta pro apartamento de Diego. Por mais que eu me comovesse, eu não podia vacilar, eu precisava ser forte pelos dois!
Diego estava imóvel na cama.
- Dih... – Eu iniciei, sentando na cama. Felipe ficou estagnado na porta do quarto. – Precisamos conversar! – Eu coloquei a mão no ombro dele. Ele continuou sem se mexer. – Dih?... Dih? – Ele continuou sem se mexer. Virei Diego para mim, ele estava... – FELIPE!!! Aconteceu de novo!

esses apagões do Dih ja estão me deixando preocupado, aiai viu.
ResponderExcluire ai Brunão oque acontece depois? otimo e domingfo e otima semana a ti velho beijoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
t+
Pois é rapaz... O babado está ficando forte... kkkkkkkkk
ResponderExcluirE aí, o que você está achando dessa minha assiduidade heim? Posts todos os dias e tudo mais?
XO XO
BRUNNO BIANCCHI