domingo, 8 de abril de 2012

PORCENTAGEM ABRASIVA cap 45


  - Não... Eu falei errado! – Desconversei – É que eu sinto... Que... Sei lá, quando eu olho para ele eu começo a imaginar como as coisas seriam se a situação tivesse decorrido de outra forma!
    - Brunno, não se martirize! Não seja um refém do ‘se’... Não pense ‘se eu tivesse feito isso’ ou ‘se eu não tivesse dito aquilo’. As coisas simplesmente acontecem! Mesmo que você tenha errado em alguma coisa, se você tentou consertar e não conseguiu, paciência! Para que insistir nisso?
    - Mas aqueles sentimentos brotam sempre que o vejo...
    - Esqueça o Alan, Brunno! Ele é um idiota que não te merece! – Diego pôs a mão no meu ombro. Meu corpo rapidamente começou a congelar.
    - Não tem nada haver com aquele imbecil!
    - Eu não sou tão idiota assim Brunno! Por favor, não me subestime! Eu percebi como você olha para ele o tempo todo lá na sala, por mais que você tente disfarçar!
    - Certo... – Grunhi a contragosto. Essa ‘descoberta’ de Diego não me agradou nem um pouco. Agora eu estava me sentindo exposto, dessa vez eu não estava no controle da situação.
   - Eu não vou te fazer perguntas como “você ainda gosta dele?” ou outras perguntas óbvias como essa, porque está tudo estampado na sua cara, por mais que você tente mascarar... Eu só quero que você me veja como um amigo, eu sei que não sou o mais indicado para dar conselhos, mas se você quiser falar sobre isso... Desabafar... Ou se você ‘não quiser falar’... – Diego meio que se perdeu no seu próprio pensamento. – Enfim, estou aqui a sua disposição! – Nós, estranhamente, estávamos andando na direção da quadra de esportes.
    - Obrigado Dih... mas, para onde estamos indo? A sala de aula fica para o outro lado... – Ele me interrompeu ligeiramente.
    - Nós estamos indo para a quadra, é claro! Eu tenho a chave do vestiário masculino que só fica aberto nos dias de treino!
    - Mas a gente tem aula de Química 1 agora!
    - Agora, me diga alguma coisa que eu não saiba! - Ironizou ele, lançando aquele sorriso de desarmar bomba-relógio que só ele conseguia fazer.
    - Mas... Mas... – Retruquei, parando no meio do caminho.
    - So what? – Ele proferiu com uma expressão despreocupada. – Vai dizer que você nunca gazeou uma aula?
    - É óbvio que não!
    - Bom... É como dizem: sempre há uma primeira vez para tudo! – Disse Diego, encerrando definitivamente essa conversa. Eu realmente não tinha como me contrapor a ele, até porque as borboletas já tinham voltado a dar seus vôos rasantes em meu estômago me fazendo arrepiar. Eu queria saber o que viria a seguir.

[...]

    Não sei como a situação tomou essas proporções extremas, mas, minutos depois, eu estava sentado em um daqueles enormes bancos de madeira chorando no ombro de Diego, após ter contado um pouco da minha história com o Alan.
    - Não chora Bubu! – Ele começou a falar. Foi a primeira vez que eu gostei de ser chamado por esse apelido infantil. – O amor é uma droga! – Completou com essa frase que permitia múltiplas interpretações.
    - Eu não quero mais esse sentimento dentro de mim! – Voltei a chorar, eu não conseguia formular frases muito longas agora. – Eu me... Sinto... Um idiota!
    - Não por essa situação, mas, é tão lindo ver você chorando! Acho que é a confirmação de que você não é um robô! – Diego olhou para mim profundamente, parecia que neste momento meu corpo tivesse ficado transparente e ele pudesse decifrar a minha alma.
    Eu voltei a fitá-lo, desmanchando-me em mais algumas lágrimas e me deleitando com aquele olhar carinhoso de Diego enquanto ele se aproximava de mim lentamente, meu coração estava batendo acelerado e meu sangue começou a ferver...

2 comentários:

  1. isso é maldade ja!!!!! a é sim senhor!!! depois de tanto tempo sem escrever acabar o capitulo assim é querer matar o leitor rsrsrs
    Brunim como digo sempre estava perfeito (menos o final que chegou muito rapido rsrs)
    abraço brother até a continuação

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  2. Vou postar outro capítulo agora mesmo! kkkkkkkkk

    XO XO
    BRUNNO BIANCCHI

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