- Ela disse que ficou ofendida por eu ter
pedido o teste de gravidez! –Respondeu Felipe indignado.
- Você foi gentil com ela? Porque por mais
que você não esteja se importando com ela, a forma como você a tratar daqui por
diante vai influenciar no desenrolar das coisas...
- Não sei ao certo se eu fui ou não gentil,
eu estou pouco me lixando para aquela retardada! – Exclamou Felipe, unindo as
sobrancelhas num vinco de raiva.
- Você precisou entender da pior forma
Felipe... Não foi passar nenhum sermão em você, mas acho que esse é o momento
oportuno para você modificar certos comportamentos... – Eu pousei minha mão
pelo ombro dele.
- Eu não preciso da sua pena! – Ele retirou
minha mão de forma brusca.
- Certo... – Respondi um pouco assustado
com aquela reação instantânea e intensa de Felipe. – Eu só queria ajudar... –
Deixei em reticências enquanto caminhava em direção a porta, não estava com
vontade de ficar ouvindo as grosserias desnecessárias de Felipe.
- Não... – Felipe correu e fechou a porta
antes que eu saísse. – Desculpe Brunno! – Ele me abraçou de uma forma
completamente inesperada. – Sei que você só está querendo ajudar! – Sussurrou
no meu ouvido.
- Não tem problema... – Eu estava me
derretendo naquele abraço quente e desarticulado. – Eu já deveria ter me
acostumado com esse seu temperamento difícil.
- Você não precisa se acostumar com isso...
– Proferiu soltando o abraço, que me infligiu um vazio imenso e imediato, e
fixando seu olhar em mim intensamente. – Eu sei que sempre acabo magoando as
pessoas que gostam de mim.
- Eu acredito que exista alguém incrível
aqui dentro, gritando pra sair! – Repousei minha mão sobre o peito de Felipe. –
E parece que ela está conseguindo se libertar aos poucos...
- Nerdzinho... Eu quero pedir desculpas por
aquele dia da escada...
- Mas, você já pediu! – Exclamei confuso
interrompendo sua fala.
- Eu sei, mas naquela ocasião eu só pedi
desculpas porque o Diego mandou, mas hoje eu estou pedindo de verdade! E também
quero agradecer pela força que você está
me dando... - Ele colocou a mão em meu queixo e se aproximou de mim, me
empurrando contra a porta fechada. – Se eu não fosse perdidamente apaixonado
pelo Diego, você seria um bom candidato ao posto de meu namorado, você é uma boa
pessoa de se ter por perto!
- Eu... – Comecei a falar
desarticuladamente, mas fui interrompido.
- Mas, eu e Diego fizemos um acordo, agora
nós somos mais... Fiéis!
- Não tem problema...
- Mas isso não significa que eu não
queira... – Argumentou ele para quebrar o clima estranho que tinha se apossado
da conversa.
- Eu tenho que ir... A Roberta estame
esperando... Eu só digo para você
tentar, novamente, ser mais gentil com ela para que as coisas não tomem
proporções inesperadas... – Orientei, abrindo a porta da sala.
- Vou fazer isso! - Ele segurou a minha mão
e me puxou, aplicando um beijo no meu rosto.
- Tchau Felipe! – Encerrei meio
desconcertado.
[...]
- Está aqui sua
taça de sorvete! – Disse Roberta sentando-se na cama. Ela estava como uma
bomba-relógio e podia explodir de curiosidade a qualquer momento.
- Obrigado! –
Agradeci. Dei uma colherada no sorvete e saboreei lentamente, sentindo aquele sabor
refrescante inundar minha boca.
- Agora, fale! –
Ordenou ela, dando uma ávida colherada no seu sorvete também.
- Eu venci! –
Nessa hora eu pude deixar aquele sorriso de satisfação que eu queria soltar
mais cedo, enfim, se apoderar do meu rosto.
- Venceu? –
Indagou confusa, mas seus olhos já brilhavam em tentar imaginar a resposta.
- Eu consegui
completar meu plano e os resultados foram além do inesperado... – Iniciei,
abrindo a mochila e tirando de lá o laptop de Roberta. – Está aqui amiga, obrigado!
- Sério? Mas, e
então, o que você conseguiu?

adorando
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