- Felipe, eu acho que o Diego precisa de um
pouco de tempo e espaço. Vocês viveram juntos por muito tempo e, não estou
dizendo que você seja sufocante, mas talvez ele só queira respirar um pouco... Novos
ares... – Estava meio incerto se era meu papel comunicar Felipe do que estava acontecendo
ou se deveria me abster.
- Novos ares? O que você quer dizer com
isso? – Indagou ele a perplexidade fincou suas sobrancelhas.
- Estou falando de forma figurada, talvez
ele só precise ficar um pouco longe de você para sentir sua falta, perceber
como gosta de você!
- Você está falando isso pra me agradar ou
você pensa mesmo isso?
- Eu penso isso mesmo, acredito que seja
isso.
- Tomara que seja verdade mesmo, Brunno! –
Virou-se na cama e fixou seus olhos verdes, como duas esmeraldas escuras, em
mim com uma expressão estranha, mas incrivelmente bonita.
- Por que está me olhando assim? – Eu realmente
odiava esse tipo de contato visual prolongado, considerava constrangedor.
- Nada... Agora não posso mais olhar pra
você?
- Pode... – Respondi meio incerto. Não sei
se queria aquele tipo de olhar pra mim com freqüência, é um olhar perigoso de
mais.
- Obrigado! – Disse, após um breve silêncio.
- Pelo quê?
- Por tudo que você fez, por ter entrado na
minha vida...
- Mesmo tendo sido dessa forma?
- Talvez tenha sido justamente pela forma
que você entrou na minha vida, e na do Diego, que nos fez baixar um pouco a guarda,
pra pensar um pouco fora da bolha na qual estávamos aprisionados... – Ele se
sentou na cama e sinalizou para eu sentar ao seu lado.
Não tive como recusar, então levantei, e sentei
ao seu lado, meio inseguro, meu estômago de repente ficou cheio daquelas conhecidas
borboletas. Felipe segurou a minha mão e deslizou na cama para encostar-se à
parede. Pediu pra eu tirar os sapatos, e assim o fiz. Depois me puxou de leve,
me encaixando por entre suas pernas, enquanto me dava um abraço por trás. Senti
uma mistura de calor e frio me assolar neste momento, meu coração bateu
acelerado, em desespero, fazendo meu sangue arder e minha pele se arrepiou com
o frio.
- Desculpa Brunno, mas hoje eu estou meio
carente e você vai ser meu ursinho de pelúcia... – Ele riu de si mesmo após ter
dito isso.
Seu comentário não foi uma pergunta, foi
uma afirmação. Ele aplicou um beijo em minha cabeça.
- Você merece alguém especial, que te
valorize... – Comentou Felipe. – Por favor, me prometa que vai tomar cuidado
com aquele imbec... – Ele se corrigiu rapidamente. – Com o Alan...
- Por que você não gosta dele? – Indaguei me
libertando do abraço e encarando ele face a face.
- Tenho motivos pra gostar? Sei que você não
vai querer ouvir, mas... – Parou por alguns segundos e retomou a fala. – Ele é
a pessoa mais falsa que conheci! Ele finge ser amigo daquele pessoal
inteligente da sala só pra fazer trabalhos escolares, mas quando ele sai pra se
divertir, sai com os amigos de outras salas, nunca os convida pra nada...
Enfim, eu não sei se isso prova alguma coisa, mas acho que ele é oportunista...
- Eu conheço o Alan, e não é de hoje... Ele
não é assim! – Protestei.
- Não estou querendo ‘queimar’ ele com você,
mas acho melhor você ficar com um passo atrás, sempre!
- Está bem Felipe, eu sei me cuidar
sozinho!
- Desculpe se te incomodei.
- Não incomodou – Menti por mera educação. Como
Felipe se acha na posição de me dar esse tipo de aviso? Ele não sabe de nada!
Por que ele está fazendo isso? – Bom... – Recomecei olhando as horas no celular.
– Preciso ir...
- Eu te levo em casa!

depois de tanto tempo
ResponderExcluireste post só me atiçou a vontade de ler mais
:'(
Mais. *U*
ResponderExcluirQue bom que postou mais, espero que venha logo!!
ResponderExcluirPosta com mais frequência
ResponderExcluirFiquei dois meses sem vim aqui e achei apenas um capítulo! KKK
ResponderExcluirBrunno querido, espero que volte o mais rápido possível, amo sua conto/estória.
Grande beijo.
Luckas Silva
Eu demoro mais eu volto meus caros!
ExcluirAprecio muito a leitura que vocês fazem, sem vocês eu não teria energia para seguir adiante com minha história!
Reafirmo a promessa de terminá-la, só não sei quando isso ocorrerá!
Abraços