Sentei na cadeira de madeira posta em
frente à minha escrivaninha, liguei o laptop e comecei a fazer algumas
pesquisas e elaborar alguns cálculos. Voltei aos versos escritos na folha de
caderno, fiz algumas marcações. Peguei meu celular apressadamente, disquei o
número que já estava incrustado em minha memória.
- Alô? Você sabe que horas são Brunno?
- Desculpe... – Afastei o celular do ouvido
por uns instantes, realmente essa não era uma hora propícia para fazer
ligações. – Não queria te incomodar, mas já que acordou, preciso que você me
responda uma coisa...
[...]
Após ter digitalizado algumas coisas e
anexado ao meu email, a final, concordo com o ditado que diz que é melhor prevenir do que remediar. Permiti
a mim mesmo descansar, a me render às pálpebras pesadas. A dor de cabeça tinha
passado, afinal, teriam inventado remédio melhor? Enfim pude dormir uma noite
tranqüila.
[...]
Atravessei, como de costume, àqueles
corredores cheios de gente, tentando não esbarrar com ninguém. Ainda estava em
êxtase devido ao poema que encontrei. É incrível como um pedaço de papel
conseguiu me energizar e revigorar a minha mente exausta por pensar em como
isso iria terminar. Andei suavemente, sem a pressa que cotidianamente empregava
em meus passos, hoje tudo poderia esperar, eu estava flutuando. O burburinho de
vozes parecia abafado, tinha muito em o que pensar.
- Eu não quero fazer isso! – Uma voz
familiar protestou, estourando a bolha de pensamentos na qual estava imerso.
- Mas, só assim vai dar tudo certo! – A voz
feminina exclamou em um sussurro soprado.
Nielly e Alan conversavam na porta da sala.
Quando me viu chegar, ela se afastou, desavenças antigas fazem com que não
suportemos a presença um do outro.
- Bom dia, Brunno! – Sussurrou com um
sorriso saboroso nos lábios.
- Bom dia! – Respondi timidamente. Tentando
pensar depressa algum assunto para puxar. – Semana que vem é o Simulado, está
preparado? – Indaguei. Notando, posteriormente, que a frase poderia soar como
um estímulo a competição.
- Estou estudando como de costume, não
estou preocupado com o ranking esse ano! – Alan comentou encostando-se na
parede. – Tenho outras preocupações em mente! – Ele esboçou outro sorriso, que
deu outra tonalidade às suas palavras.
- Acho que a prova é um bom termômetro pra
o vestibular... – Tentei esconder o arrepio que se apossava do meu corpo.
Uma voz de dentro da minha sala me chamou. Salvo pelo gongo. Pensei. Não saberia
sobreviver mais alguns minutos perto dele sem fazer nenhuma besteira.
- Tenho que ir... Roberta está me
chamando... – Sussurrei. Na verdade, por mais difícil que fosse ficar ao lado
dele sem poder fazer nada do que eu tanto imaginava, eu preferia essa tensão,
essas reviravoltas do meu estômago, esses arrepios...
- Te vejo no intervalo? – Alan perguntou.
- Claro! – Respondi de prontidão, sem ao
menos pensar no caso.
Posteriormente, lembrei que tinha que
conversar com Felipe, mas, acho que existem preocupações mais urgentes!

Brunno estou amando continua.
ResponderExcluirPaixão pelo mistério e lógico pela sua história
ResponderExcluirBjs!!!!