- Hey gente!!! - Disse entrando no quarto e quebrando o clima. - Temos que nos aprontar ou vamos nos atrasar pra aula! - Sorri e me sentei na cama, Felipe me lançou um olhar assassino.
- É, aninda temos que resolver isso... - Comentou Diego pensativo.
- Você devia ficar aqui! - Disse Felipe. - Eu cuido de você!
- Não! - Respondeu Diego de prontidão, a dor que sentia não o deixava esquecer da noite passada. - Vá pra escola! Estude pra variar, quem sabe você não aprende alguma coisa... - Levantou-se da cama vestindo sua camisa.
- Pra onde você vai Diego?
- Pra casa óbvio!
- Mas, como você vai assim pra casa? - Perguntou Felipe preocupado.
- A essa hora meu pai já deve estar indo pro consultório e minha mãe deve estar fazendo compras em Madri.
Gente que diferença, minha mãe deve estar lavando os pratos do café-da-manhã agora... *risos*
- Eu tenho que ir logo, preciso ir em casa ainda, tomar banho, pegar meu uniforme...
- O Felipe empresta um uniforme pra você, uma toalha e tudo que você precisar... Eu te deixo na escola antes de ir pra casa.
Felipe não falou mais nada, só assentiu e foi pegar as coisas que Diego tinha mandado. Diego ficou frente ao espelho do guarda-roupa examinando os machucados de ontem.
- Você não acha que foi um pouco duro com ele? - Sussurrei.
- Você achou? - Indagou ele se virando para mim, o seu olho azul contrastando com o roxo do machucado.
Fiquei calado, ele realmente estava muito magoado.
Depois de tomar um banho (com sabonete da Natura, vale ressaltar!) eu vesti um uniforme que o Felipe me emprestou e pela primeira vez na vida usei um perfume importado! Um que é o formato de uma mão dando um soco. Até nisso Felipe é violento...
Minutos depois.
- Vamos Brunno? - Perguntou secamente colocando seus óculos de sol preto.
- Sim! - Respondi, terminando de ajeitar meu cabelo e acompanhando ele.
- Vamos no seu carro ou no meu? - Perguntou Felipe.
- Você vai no seu, e nós vamos no meu!
[...] Minutos depois...
- Desculpe por ter que presenciar isso tudo Brunno, mas eu cansei! Cansei de ficar seguindo ele pra todo lugar, fazendo tudo que ele manda, cansei de ser a sombra dele.
- Você sabe que eu não simpatizo com ele, e nem simpatizava com você alguns dias atrás, mas eu acho que ele foi sincero hoje de manhã...
- Você ouviu nossa conversa?
- Desculpe, eu estava entrando e ouvi o finalzinho...
- Como eu já te disse, eu conheço bem o Felipe. Ele faz a linha morde e assopra, entende? Hoje ele está aí pedindo desculpas e tudo mais, amanhã ele vai estar fazendo tudo de novo!
- Você não devia dar uma chance a ele?
- Outra? E você acha que é a primeira vez que ele faz isso?
- Tá... - Falei em reticências. Ele parou na frente da escola. - Obrigado pela carona!
Atravessei o corredor abarrotado de gente, me desviando aqui e ali pra não esbarrar em ninguém. Fiquei pensando na relação deles, tudo era muito intenso, não existiam linhas que delimitassem as coisas. Felipe era de fato, uma pessoa que não sabia controlar suas emoções. Não sei porque, mas acho que Diego estava fazendo um esforço sobre-humano pra não perdoar e e ir correndo pros braços de Felipe. Eu não entendo esses sentimentos intensos que eles têm, prefiro minha boa aula de estatística! CHeguei na sala e me sentei sem dizer palavra.
- Gente, que cheiro é esse? o Felipe chegou? - Comentou Tânia procurando a origem do cheiro.
Essa retardada tem um faro apurado pra coisas caras. Deve ser uma ferramenta que ela usa pra caçar dotes, isso é tão primitivo.
- Vem da-qui! - Comentou cheirando o meu pescoço de forma indelicada.
- Bom dia pra você também Tânia!
- Ah bruninhoooo... Perfume novo?
- Ganhei de presente ontem, gostou? - Disfarcei.
- É igual ao que o Felipe usa! Enfim... - Passou a vista pela sala. - Gabrielleeeeeeeeeeeee!!! - Bradou ela com aquela voz enjoada. - Você precisa ver minhas unhas craquelês! - Completou se afastando de mim.
Roberta olhou pra mim com aquele olhar investigativo que só ela sabia fazer.
- Brunno?
- O que?
- Explica!
- Explicar o que?
- Você ganhou mesmo esse perfume?
- O professor chegou, tá na hora da aula.
Felipe chegou com raiva, batendo a porta e sentando-se no fundo da sala. O professor ignorou toda a cena. Afinal, ele era pago pra isso. Estudar em um colégio tão elitista como esse dá nisso, você praticamente compra um diploma e faz todos ao seu redor de babás que ignoram suas pirraças. Sorte minha ser bolsista e realmente querer estudar.
- Nem pense que você vai escapar ouviu Sr. Brunno? Quero ouvir essa história no intervalo.
Roberta não ia ficar ali sem saber das coisas. Eu vou ter que mentir mais. Uma pessoa me cutucou (a Mariana) e me entregou um bilhete.
"Não sei o que fazer, mas você vai ter que me ajudar!" Dizia o pedaço de papel com uma caligrafia borrada.

Olha tudo bem.
ResponderExcluirSou o Mathus do Orkut.
Curtindo bastante oblog.
Abraços.
Continue a postar.
Boa tarde.
Show de bola!
ResponderExcluirÉ uma pena que não tenho como Curtir o blog e ter-lo em meus arquivos para sempre acompanhar!
Parabéns! Leitor Assiduo!!!
Eric
http://avidasemascaras.blogspot.com
Obrigado Mathus por estar aqui lendo minha história desde o início...
ResponderExcluirE obrigado Narciso(Eric)... Sei muito bem como é isso de apagar o histórico, mas o nome do blog é facinho de decorar... ahsahhsahsh
XO XO
B. B.