Fui até o banheiro, precisava escovar os dentes e tomar um banho antes de enfrentar aquela pilha de pratos e ainda fazer aquele suco chato de fazer. Fiquei me olhando no espelho em cima da pia do banheiro. Eu era tão feio assim? Comecei a fazer uma análise de mim mesmo. Eu tinha algumas espinhas pelo rosto e alguns cravos também, principalmente no nariz. Meu cabelo era péssimo, eu nunca me entendi com ele, sempre precisava cortá-lo curto para ele ficar mais ou menos, ele era seco e leve e ficava todo embaraçado fazendo algumas ondulações. O pior de tudo é que meu cabelo não se decidia, ele nem era cacheado nem era inteiramente liso. Depois disso tinham meus dentes amarelados. Faziam alguns meses que eu tinha tirado o aparelho, mas minha mãe não quis pagar um clareamento. Então, finalmente, tínhamos o corpo, que não chegava nem aos pés do corpo escultural do Felipe, e ainda por cima eu tinha espinhas nas costas e nos braços. Resumidamente, eu precisava de um bom cabeleireiro e provavelmente de um daqueles tratamentos caros, acho que o Gavazzi resolveria a questão, o trabalho dele era brilhante, mas eu não tinha recursos para isso. Precisava também de um bom dermatologista e creminhos, géis dentre outros procedimentos que também eram caros. Precisaria de um clareamento a lazer para meu sorriso ficar perfeito. E, fazer academia, ou alguma atividade física que deixasse meu corpo melhor e detonasse meus pneuzinhos. Enfim... Eu precisava ganhar na mega sena, ou pelo menos no Alagoas dá sorte.
Deixei essa auto-análise para outra hora. Precisava me arrumar rápido para poder arrumar tudo em casa. Abri o armário-espelho e fui pegar a pasta de dente, acabei esbarrando em uns remédios e tive que arrumar tudo de novo. Odeio esse meu lado desastrado de ser. Arrumando as caixas uma me chamou atenção: Diazepam. Tentei me recordar para que é que ele servia. Acabei me lembrando de uma peça de comédia que tinha ido em que o protagonista tomava remédios para dormir e era esse tal diazepam. Isso me deu uma idéia interessante.
[...]
Depois de tomar meu banho de revitalização e de ter escovado meus dentes. Coloquei uma colônia que eu usava em casa e me vesti. Fui rapidamente fazer o maldito, que agora era bendito, suco de maracujá. Pisei um comprimido no copo e misturei com o suco. Não queria que ela dormisse muito tempo.
- Está aqui seu suco! – Entreguei à Laura fazendo cara de raiva.
Voltei à cozinha e comecei a lavar os pratos. Não podia ficar na sala para não dar bandeira. Esperei o remédio surtir efeito. Depois de uns 10 minutos, quando eu estava na metade do serviço, fui a sala e percebi que ela estava dormindo. Ainda não era a hora de pegar o DVD, mesmo tendo sido agraciado com essa chance inesperada, eu queria que a Laura ficasse com a cara no chão, queria fazê-la de minha escrava, virar a mesa.
Procurei a chave em todos os cantos da sala. O quarto dela estava trancado.
- Que burrice Brunno! – Sussurrei para mim mesmo. O lógico era ela ficar com a chave o tempo todo então, nada mais seguro do que...
Fui me aproximando dela lentamente. Minhas suspeitas se confirmaram, ela prendeu a chave a um colar.
Tentar retirar aquele colar seria bem complicado, eu não queria que ela acordasse. Se eu tentasse puxá-lo para abrir o fecho, provavelmente eu teria que mexer no cabelo dela e isso não acabaria bem. A sorte é que a chave não estava presa diretamente à corrente, e sim, presa a uma argola de metal que, por sua vez, estava presa a corrente. Então tudo que eu tinha que fazer era abrir a argola, tirar a chave e depois que eu terminasse devolver a chave ao lugar.
Peguei dois alicates que estavam guardados numa caixinha na dispensa (Da época que Laura fazia bijuterias) e com habilidade e paciência consegui retirar a chave da corrente sem fazê-la se acordar.
Saí lentamente de casa. Precisava ir ao chaveiro para fazer uma cópia.
Meu coração estava pulando pela boca, o homem estava demorando muito a terminar e não sei quanto tempo o meu boa noite cinderela improvisado iria durar. Corri de volta para casa. Laura já tinha mudado de posição no sofá, o que dificultou muito colocar tudo de volta sem acordá-la.
Ainda com o coração acelerado, depois de ter devolvido a chave ao seu lugar original, coloquei a chave em um barbante e amarrei na minha cintura escondendo ela na minha cueca: o lugar mais seguro que eu podia imaginar... Voltei a lavar os pratos.
Minha irmã veio até a cozinha cambaleante com dor de cabeça, colocou o copo na pia e saiu resmungando dizendo que estava com cólica e dor de cabeça. Ela mal sabia que teria bem mais dor de cabeça do que pensaria ter e dessa vez o incômodo não seria causado como um mero efeito colateral de um remédio...
[...]
Infelizmente, as conversas noturnas de minha irmã com seu namoradinho idiota não passaram dela reclamando que estava com cólica e dizendo que estava com saudade dele e essas baboseiras, que não me ajudariam em nada na minha vingança. Mas eu não podia reclamar da sorte, com a cópia da chave eu poderia entrar no quarto dela na hora que eu quisesse. Depois que eu reunisse algumas coisas com as quais eu pudesse chantageá-la eu poderia entrar no quarto dela e pegar o DVD. Ela ia comer na minha mão...

Tá ótimo anjo... Continue assim !!! Adoraria ser seu amigo... Sera q vc me add se eu por meu msn aki ?? Num sei, mas vou por msm assim qm sabe vc faça esse caridade néh: finha1924@hotmail.com
ResponderExcluirVc já tem fãs ?? Se não tiver... Eu quero ser seu fã núm. 1 n.n
ResponderExcluirMuito obrigado pelos comentários meu caro leitor!!! Estarei te adicionando no meu msn ok?
ResponderExcluirRapaz, eu tenho pouquíssimos fãs, adoraria que você fosse meu fã!
XO XO
BRUNNO
quero mais quero mais quero mais...... e ai brothr tudo bem com vc? se sim, posttttttttttttttt logooooooooooooooooo
ResponderExcluirkkkkkkkkkkkkkkkkk
abço t+
Rapaz, está tudo indo por aqui...
ResponderExcluirNão como eu queria que estivesse indo, mas ainda estou respirando e é isso que importa!!! kkkkkkkkkkk
Não tenho previsões para novas postagens!
Sorry about that
Superando Tereza Cristina, Carminha e Nazaré Tedesco
ResponderExcluir