- Ah... Oi pra você também Felipe! – Disse Diego de forma vaga.
- Felipe... É que... – Gaguejei.
- Seu imbecil! – Disse ele fumegante avançando pra cima de mim.
- O que você vai fazer Felipe? – Indagou Diego com um autoritarismo marcante na voz. – Vai bater nele também? Ou vai bater em mim de novo? Que tal abrirmos uma ala do hospital só para vítimas suas?
Ele parou a centímetros de mim. A tensão tornava o ar pesado. Ele puxou meu cabelo fincando os dedos na minha nuca.
- Melhor que isso... – Respondeu Felipe passando o outro braço por minha cintura e me beijando com voracidade.
Ele puxou meu cabelo com ainda mais força e esmagava meu corpo com seu braço que torcia minha cintura. O pior de tudo é que eu estava gostando, mas pela minha dignidade tive que me soltar.
- Certo... Certo... – Iniciei me libertando dos braços dele. – Já entendi que os dois beijam muito bem e que só estão me usando pra fazer ciúmes um ao outro, vocês poderiam ser mais infantis?
- Mas Brunno... – Diego tentou dizer, mas eu interrompi.
- Qual a parte do ‘Eu mando, vocês obedecem’ que vocês não entenderam? Eu vou dormir hoje aqui porque considerei o pedido do Diego válido e porque eu QUERO dormir aqui hoje...
- Diego, você vai deixar ele mandar agora?
- Sem objeções... – Comentou Diego com um meio sorriso nos lábios.
- E você Felipe, pode ir embora... Vá pra aula e estude pra ver se coloca alguma coisa nessa sua cabeça além dos anabolizantes que estão liquefazendo seu cérebro!
- Seu nerdzinho idiota eu vou matar você! – Disse ele aumentando o tom de voz...
- Então vamos ter um vídeo muito divertido pra assistir amanhã, você quer levar a pipoca? – Ironizei.
- Mas antes disso eu te quebro a cara!!!
- FE-LI-PE! – Advertiu Diego em voz alta. – Vá agora!
- Dois idiotas... – Comentou ele pegando sua mochila e saindo da sala fumaçando.
[...]
- Olha só quem voltou... O Brunno intimidador e autoritário estava com saudades dele!
- Para com isso seu bobo! – Respondi sorrindo. – Situações extremas exigem medidas drásticas.
A enfermeira entrou dando boa noite.
- Senhor... – Passou a vista pela ficha. – Diego Holanda Albuquerque... Vamos tomar a medicação?
- Uhum... – Respondeu ele sem maiores entusiasmos. Tomou o remédio, fazendo uma cara de azedo.
- Não acha que teria gosto de chocolate não é? – Brincou ela, passando os olhos novamente pela ficha. – Essa foi a última dose do dia, agora só amanhã... Sugiro que você durma e descanse. Evite demais esforços, só levante daí se for estritamente necessário, no caso de ir ao banheiro.
- Posso tomar banho agora? Estou morrendo de calor...
- Claro que pode, mas depois... Cama! – Ela me fitou por um breve momento. – Você quem é?
- Amigo dele...
- Certifique-se que ele vai repousar, você parece ser um rapaz sensato... – Voltou a olhar para Diego. – Quer ajuda pra tomar banho? Eu posso chamar um enfermeiro...
- Não... Não... O meu amigo ajuda eu ir até lá...
- Certo... – Comentou olhando por cima dos óculos. - Se precisarem de mim é só chamar, eu estou de plantão esta noite... – Completou saindo do quarto em seguida.
[...]
- Vamos lá Brunno?
- Hã?
- Você vai me ajudar a tomar banho...
- Está certo... – Comentei gelando na hora. Eu o ajudei a levantar e o conduzi até o banheiro. – Pronto... – Disse deixando-o dentro do banheiro – A toalha está aqui, e todo o resto eu já coloquei no Box... Sabonete... Shampoo e tudo mais que o Felipe trouxe, se precisar de mim estou aqui no sofá!
- Que parte do ‘você vai me ajudar a tomar banho’ você não entendeu?
Eu fiquei completamente apreensivo. As chances de eu fazer alguma bobagem é superior a 94%. Também, eu não sou de ferro não! O garoto com o qual eu sempre sonhei vai estar completamente nu na minha frente, molhado e eu vou estar ensaboando ele... Sentir um calor se apossar sobre meu corpo, como se meu sangue fervilhasse instantaneamente. Respirei fundo e voltei a fitar Diego.
- Certo... Certo... Vou te ajudar a tirar a roupa. - Encostei Diego na parede e comecei a tirar sua camisa. O abdômen sarado aparecendo a cada leve puxada que eu dava no tecido e logo pude ver a maravilhosa tatuagem de tribal em seu braço. Depois passei para a sua calça, meus olhos fumegavam de desejo. Foi aí que eu tive uma surpresa. Diego estava ‘animadinho’ por dentro da calça. Eu ignorei esse detalhe, afinal, ele podia estar apenas sensível ao toque por causa da dor.
- Brunno? – Indagou Diego, eu voltei a olhar para ele. Ele me puxou e me beijou conduzindo minha mão para a cueca dele.
- Dih... O médico falou para você não fazer esforço!
- Quem disse que eu vou fazer esforço? – Respondeu ele deixando a cueca cair no chão. – Você que vai fazer o esforço pra mim!

Nenhum comentário:
Postar um comentário