domingo, 23 de outubro de 2011

PORCENTAGEM ABRASIVA cap 18


    - Como assim? – Indaguei me fazendo de idiota
Diego só me lançou um olhar faiscante e me fitou por um tempo.
    - Tire a roupa! – Ordenou ele me empurrando na parede do Box.
    - E que... – Eu suspirei olhando para o chão... - Eu não gosto de ficar sem camisa na frente das pessoas... – Comentei
    - Tanto faz... Você só vai precisar de outras partes do seu corpo... – Nós trocamos de posição, ele encostou na parede e voltou a me puxar para um longo beijo molhado, com direito a mordidas nos lábios e puxão de cabelo. Selvagem do jeito que eu gosto. *risos*
    Os beijos foram esquentando, meu sangue já estava fervilhando em meu corpo.
    - Bubu... – Sussurrou ele em meu ouvido, gemendo baixo. – Está na hora de você ‘fazer o esforço pra mim’. – Ele colocou a mão no meu rosto me conduzindo para baixo e logo eu estava de joelhos olhando pra ele como um escravo que espera ordens. – Você sabe o que fazer... – Comentou Diego, deixando que eu começasse.
    Só tinha um pequeno probleminha... Eu não “sabia o que fazer”. Eu nunca tinha feito sexo, de nenhum tipo, na minha vida. Por mais que eu sonhasse com esse momento, principalmente nos meus momentos de divertimento nos banhos em dia de calor, e por mais que eu tivesse visto alguns videozinhos, eu ainda não sabia o que fazer. Meu coração começou a bater acelerado, muito mais rápido do que já estava batendo. Eu tinha que fazer alguma coisa. Olhei para Diego. Ele estava fazendo aquela cara de menino pidão.
    - Eu não sei como fazer... – Admiti, torcendo o lábio.
    - Você já chupou pirulito? – Perguntou ele rindo...
    - Claro néh seu idiota!
    - Então... É parecido... Vai tentando aí e eu vou dizendo se você está fazendo certo... Hoje eu vou ser seu professor! – Disse ele com um sorriso safado nos lábios.
     Voltei a encarar o ‘problema’ a minha frente e que problemão... *risos* Comecei de leve, segurando ele e fazendo movimentos de vai e vém... Depois Beijei a barriga de Diego, percorrendo toda a extensão daquele maravilhoso tanquinho e fui descendo e beijando. 
    Queria me esforçar ao máximo para fazer o Diego feliz. Queria levar ele ao delírio, então, percorri a minha língua por toda a extensão do ‘problemão’ do Diego levemente, só de maldade, fazendo pequenas pausas para olhar para o rosto dele. Eu queria ver o fogo nos seus olhos famintos, queria que ele implorasse por mais e mais. Diego olhava para o teto e fechava os olhos, mordendo o lábio inferior. Acho que eu estava pegando o jeito. Parei o que estava fazendo, por alguns segundos,enquanto tirava a minha roupa. Essa não era hora para as minhas frescuras de me achar feio por não ser malhado que nem ele. Liguei o chuveiro. A água fria percorreu o corpo dele vagarosamente fazendo-o se arrepiar todinho. Estava na hora do 2° round.
    Voltei ao ponto que parei passando a minha língua por toda a cabeça em movimentos suaves e circulares.
    - Você está me enlouquecendo bubu... – Comentou Diego em meio a um gemido. – Coloca ele na boca de uma vez! – Ordenou ele com aqueles olhos azuis ardentes de desejo.
    Eu não respondi. Apenas acatei a ordem dele. Coloquei ele na boca aos poucos. Senti a mão de Diego pousar sobre minha cabeça. Ele entrelaçou os dedos em meu cabelo.
    - Deixa eu te dar uma ajudinha Brunno! – Disse ele, conduzindo os movimentos de vai e vem. Ele aumentava a velocidade progressivamente. Colocou a outra mão em minha cabeça também, segurando firme.
    Podia ver o prazer percorrer o seu rosto, ele mordia sua boca, gemia baixo e suspirava cada vez mais intensamente. Nunca imaginei que sentiria esse tipo de sensação, minha pele formigando com o meu corpo que se arrepiava com cada gemido dele. Tudo isso era muito mais do que imaginei e muito mais do que eu sonhei em ter. Diego estava indo mais e mais rápido e então parou abruptamente. Senti o corpo dele todinho se tremer e um jato quente invadiu minha boca.
    Ele se encostou novamente na parede respirando como se tivesse acabado de correr uma maratona. Eu engoli tudo e me levantei rapidamente. Meus joelhos estavam doendo muito. Fiquei olhando para Diego, ainda envolvido pelos reflexos finais de seu orgasmo. Ele abriu os olhos lentamente e ficou olhando para mim também.
    - Obrigado... – Sussurrou ele sorrindo. – Eu sempre quis fazer isso.
    - Nunca fizeram sexo oral em você? – Perguntei soltando um risinho abafado.
    - Já... Mas nunca deixaram que eu metesse tão forte assim...- Ele passou a vista por meu corpo vagarosamente, me analisando.
    - Não sei porque você diz tanto que não gosta do seu corpo...
    - É que eu estou me achando gordo...
    - Isso se resolve com alguns meses de academia, mas essas pernas... – Ele voltou a olhar... – Tem certeza que nunca malhou?
    - Não... Nunca...
    - Queria ter essa panturrilha que você tem... E as coxas grossas que você tem... – Ele foi colocou suas mãos nas minhas coxas apertando com vontade... – Olha só... Não vamos esquecer de você não é? – Indagou ele apontando para a minha ereção.
    Ele avançou em mim me beijando com voracidade e percorrendo suas mãos por todo o meu corpo. Diego me empurrou na parede do Box. As gotas de água acariciando meu corpo. Passou a mão por minha coxa e depois voltou ao meu... Nossa! Um arrepio se apoderou no meu corpo enquanto meu pau latejava na mão dele... Ele foi devagar só pra me deixar na vontade.
    - Agora está na hora de você se divertir um pouco... – Disse ele entre beijos que desciam vagarosamente do meu pescoço e continuaram descendo...
    Diego passou a língua devagarzinho por toda a extensão do meu ‘problema’ *risos*. O toque molhado e suave da sua língua fazia minhas pernas tremerem. Ele colocou tudo na boca e fez o movimento de leve, olhando para mim com aquela cara de safado. Às vezes ele parava por um tempo e sorria só pra me deixar na vontade. A sensação molhada de prazer que Diego me proporcionara não tinha comparação, nem quando eu tirei 1° lugar na feira de física e química, nem quando eu tirei a única nota azul em física da sala e nem se eu comesse todo o chocolate do mundo eu me sentiria tão bem. Fechei os olhos e me encostei na parede, nem aquela água fria conseguia diminuir o calor que eu estava sentindo. Diego mostrou uma habilidade bem maior que eu e logo eu já tinha chegado lá também. Ele voltou a ficar em pé.
    - Foi rápido... – Comentou ele sorrindo. – Com o tempo você vai ganhando resistência. – Ele sorriu.
    Nós terminamos de tomar banho e fomos dormir. Amanhã seria um longo dia. Afinal, não sabíamos de fato a origem dos desmaios de Diego. E se fosse algo grave?
    Demorei para pegar no sono. Fiquei lá deitado naquele sofá-cama olhando para Diego. Provavelmente os acontecimentos de hoje não se repetiriam, ele provavelmente via voltar pro Felipe e em um passo de mágica, eu serei só um passado esquecido. Mas o problema é que eu amo Diego, e sempre o amei... Desde os tempos de colégio. Será que eu vou conseguir competir com Felipe?

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